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Melvin the Mini Machine

Máquinas de Rube Goldberg são complexos dispositivos “low-tech”, construídos para concluir uma tarefa simples, da maneira menos eficiente possível (quem assistiu os desenhos de Tom & Jerry deve lembrar dessas engenhocas). Elas tendem a ser mecanismos sofisticados e pode se levar dias para configurar uma única execução de sua rotina.

Mas as coisas não são assim com Melvin, a menor máquina de Rube Goldberg já construída, que atualmente está viajando o mundo em uma mala. Melvin é inteligente: ele geo-localiza-se com o uso de GPS, documenta sua audiência com sua câmera (embutida em um smartphone) e fala sobre suas andanças no Facebook e no Twitter. Após cada “rodada” realizada com sucesso, ele cospe um cartão postal carimbado que diz: “Queria que você estivesse aqui.”

O código (feito sob medida) que torna possível a presença digital e os poderes de Melvin foi desenvolvido pelos designers do estúdio holandês HEYHEYHEY. O estúdio desenvolveu o software para o irmão maior de Melvin uma máquina de Rube Goldberg simplesmente genial e gigantesca, desenhada por Gerrit Rietveld (esse assistiu muito desenho animado) e construída no ano passado em uma fábrica de Eindhoven.

O Melvin original, que também interagiu com o público, foi visto por mais de 14.000 pessoas durante a Semana de Design Holandês. Posteriormente, as empresas começaram a se aproximar da HEYHEYHEY para reconstruir a máquina. “Mas a conclusão era sempre a mesma”, diz o estúdio. “Melvin era simplesmente muito grande e caro para reconstruir.” Eles partiram para a construção de uma versão portátil do Melvin no início de 2012, que estreou sua estrutura menor e mais ágil em Milão, no Salone Internazionale del Mobile no mês passado.

A reações em cadeia do pequeno Melvin são produzidas usando objetos aleatórios ubíquos para os últimos duzentos anos: um toca-discos, um cachimbo, uma gravata-borboleta, um carimbo. Mas durante cada “rodada”, um conjunto complexo de reações digitais em cadeia também estão ocorrendo. Um smartphone rodando Android registra uma imagem das pessoas na platéia, e um aplicativo feito sob medida a envia para um servidor web onde será marcada com uma URL e uma localização de GPS. Cada foto é analisada com um roteiro construído no Visual Studio e carregado para canais sociais com uma mensagem sobre quantas pessoas estavam assistindo a “rodada” de Melvin. Finalmente, cada uma das “rodadas” é catalogada em um mapa usando a API do Google Maps.

De certa forma, Melvin não está fazendo nada que um turista não faz. Nas palavras de seus criadores, ele é “um viajante adequado”, tirando fotos e se gabando sobre como tem muitos amigos no Facebook.

Fonte: Co.DESIGN

  • 2011 - Sala Um Comunicação Integrada